BOOSTER REVERSO: Difference between revisions

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Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jEKVoLRRDps
Professor Su
Contribuição chatGPT supervisionado por Mario Caseiro


== 1. Visão geral – o que é o Booster Reverso ==
== 1. Visão geral – o que é o Booster Reverso ==
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* A regra de rolagem adotada foi simples (rolar apenas se ITM no final da semana). Estratégias mais sofisticadas rolam antes do ITM com base em delta/vega/theta e custo financeiro de rolagem.
* A regra de rolagem adotada foi simples (rolar apenas se ITM no final da semana). Estratégias mais sofisticadas rolam antes do ITM com base em delta/vega/theta e custo financeiro de rolagem.
* Se em alguma semana as shorts terminarem ITM, as perdas podem ser significativas — nesta simulação flat não ocorreu.
* Se em alguma semana as shorts terminarem ITM, as perdas podem ser significativas — nesta simulação flat não ocorreu.
----Mais sobre DUAL e Assunção. TODO: este artigo deverá ser dividido em mais de uma categoria, estamos ensinando o AI nossos conceitos e registrando aqui:
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== 1) Definição (recapitulada) ==
'''Custo Temporal Unitário (CTU)''' = '''(custo total das pernas LONG)''' ÷ '''(nº de semanas da cobertura longa)'''.
Significado operacional: é '''o quanto, por semana, a(s) perna(s) longa(s) “consomem” de prêmio''' (decay de extrínseco) — ou seja, é o valor mínimo que as vendas semanais (shorts) devem captar ''apenas para não consumir o capital que foi usado para comprar a proteção longa''.
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== 2) Números usados (da simulação que rodamos) ==
* Long call (K=37) prémio por ação (BS) = '''0.3484'''
* Long put  (K=26) prémio por ação (BS) = '''0.2110'''
* '''Custo total das pernas long (por ação)''' = '''0.3484 + 0.2110 = 0.5594'''
* Número de semanas (T_long ≈ 0,25 a × 52 ≈) '''13 semanas'''
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== 3) Cálculo do CTU (por ação e por contrato) ==
* '''CTU por ação''' = 0.5594 ÷ 13 = '''0.04303 R$ / ação / semana'''
* '''CTU por contrato (100 ações)''' = 0.04303 × 100 = '''R$ 4.303 / contrato / semana'''
<blockquote>Interpretação: toda semana a cobertura longa “vale” ~R$0,043 por ação em custo temporal — se você não levantar pelo menos isso com as vendas semanais, está consumindo parte da proteção comprada.</blockquote>
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== 4) Número prático: prêmio recebido médio por semana (simulação) ==
Na simulação flat (S constante = R$31) vendemos semanalmente '''2 calls''' (K=34) e '''2 puts''' (K=29) — os prémios semanais estimados deram, por ação:
* short_call_prem ≈ '''0.0066'''
* short_put_prem  ≈ '''0.0272'''
Portanto prêmio recebido '''por ação / semana''' = 2×0.0066 + 2×0.0272 = '''0.0676 R$/ação/semana'''
Em '''por contrato''' = 0.0676 × 100 = '''R$ 6.76 / contrato / semana'''.
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== 5) Comparação: prêmio semanal vs CTU ==
* CTU por contrato = '''R$4.303 /sem'''
* Prêmio recebido por contrato (médio) = '''R$6.76 /sem'''
Resultado: o prêmio médio semanal recebido '''excede o CTU''' por ('''6.76 − 4.303 = R$2.457 /sem''').
Esse '''excedente''' é o que fica como '''contribuição líquida''' para pagar custos, cobrir comissões e gerar lucro.
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== 6) Dois indicadores úteis (e complementares) ==
=== A — '''Cobertura semanal (sustentabilidade)''' ===
Requisito operacional mínimo:<blockquote>'''Cada rolagem semanal deve, idealmente, recolher um prêmio ≥ CTU'''.</blockquote>Se a semana paga menos que o CTU, você '''está consumindo capital da proteção longa''' (ou seja, corroendo o hedge). Repetir isso várias semanas leva a perder a proteção.
No nosso caso: 6.76 > 4.303 → '''sustentável''' (cada semana, em média, cobre a “fatura” temporal da longa).


=== B — '''Tempo de payback (pagar o custo total da proteção)''' ===
Se você quer recuperar o custo total das pernas longas apenas com os prêmios brutos recolhidos (antes de considerar decay residual/MTM), calcule:
* '''Custo total long por contrato''' = 0.5594 × 100 = '''R$55.94'''.
* '''Payback (se recolher R$6.76 /sem)''' = 55.94 ÷ 6.76 ≈ '''8,27 semanas'''.
Interpretação: em ~8 semanas as vendas brutas já somariam o custo inicial das pernas longas (assumindo que as legs longas não precisaram ser recompradas a preços maiores etc). Em nossa simulação a acumulação efetiva resultou em cumulative_cash ≈ R$88.09 ao fim de 13 semanas — logo o payback efetivo ocorreu antes (coerente com ~8 semanas).
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== 7) Por que cada ''roll-up'' deve ''beatar'' (superar) o CTU? ==
Resumindo a lógica econômica:
# '''Proteção longa tem custo''' (você pagou pela LONG call + LONG put). Esse custo não some: se você não gerar prêmio suficiente por semana, a estratégia '''consome capital''' (a long perde extrínseco e você paga por isso).
# '''CTU representa a “fatura semanal” da proteção''' — é a referência mínima: se o short semanal não pagar ao menos esse valor, o hedge está sendo financiado com capital externo.
# '''Roll-up''' (mover strike da colocação vendida para cima/baixo) tipicamente é feito quando a perna vendida está ameaçada (ITM ou com delta alto) — o objetivo é obter um novo prêmio que compense o custo adicional e reduza risco. Se ao rolar você recolhe menos que o CTU, então você '''ainda não recompensou''' o custo temporal que a long consumirá na próxima semana — você estará acumulando déficit.
# '''Acumulação positiva''': quando cada roll-up > CTU, o excedente forma lucro líquido, paga o long e deixa resultado positivo (carry). É esse princípio que permite “pôr dinheiro no bolso” semana a semana.
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== 8) Regras práticas e threshold operacional ==
* '''Regra mínima de execução''': só execute roll-up se o prêmio esperado para a nova perna ≥ '''CTU + CustosOperacionais + MargemSegurança'''.
** '''CustosOperacionais''' = comissões + slippage (ex.: R$0,5–1,0 / contrato por operação, variável).
** '''MargemSegurança''' = buffer para volatilidade/erros (recomendado 10–30% do CTU).
* Exemplo numérico (com números nossos):
** CTU por contrato = R$4.303
** Suponha custos e slippage ≈ R$1,0/sem e margem 20% × CTU = 0.2×4.303 ≈ 0.861
** Então '''threshold praticável (mínimo recebido)''' ≈ CTU + 1 + 0.861 ≈ '''R$6.164 / contrato / semana'''.
** Nosso prêmio médio R$6.76 > R$6.164 → ok (aprovado com folga).
* Se a nova venda paga '''apenas''' R$5.0 (abaixo desse threshold), não vale a pena rolar — melhor esperar ou ajustar strikes/fechar.
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== 9) Exemplo formal (por semana) — como avaliar um roll ==
Suponha que esta semana você pode rolar a short para um strike maior e o mercado te dá prêmio bruto por contrato <code>P_week</code>.
* Compute:
** <code>CTU_contrato = (long_premium_total_per_share × 100) / weeks_long = R$4.303</code>
** <code>Net_expected = P_week − CTU_contrato − Costs</code>
* Se <code>Net_expected > 0</code> → roll gera contribuição líquida positiva (paga o CTU e sobra).
* Se <code>Net_expected ≤ 0</code> → o roll '''não''' cobre o custo temporal; portanto '''evitar''' ou buscar alternativa (rolar menos, fechar, comprar proteção adicional).
Numérico com nossos valores:
* P_week (observado) = R$6.76
* CTU_contrato = R$4.303
* Costs ≈ R$0.5 (exemplo)
* Net_expected = 6.76 − 4.303 − 0.5 = '''R$1.957 /contrato''' → positivo → '''rolar'''.
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== 10) Considerações de risco e comportamento adverso ==
* '''Se IV sobe''', premiums de rolagem sobem — bom para roll-in (você recebe mais), mas ruim quando for recomprar pernas vendidas que ficaram ITM.
* '''Se preço do ativo der gap''' (muito alta/baixa), você pode sofrer perda imediata apesar do CTU; proteção comprada limita perda, mas pode não impedir drawdown até o limite de strike comprado.
* '''Roll antecipado''' (antes de ITM) é frequentemente mais econômico do que rolar quando ITM. Use delta thresholds (ex.: roll quando short delta > 0.5) como gatilho mais conservador do que apenas ITM.
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== 11) Resumo operacional (checklist rápido) ==
# Calcule CTU: <code>(long_call_prem + long_put_prem) / weeks_long</code>. → '''0.04303 R$/ação / semana''' → '''4.303 R$/contrato / semana'''.
# Antes de rolar, obtenha estimativa do prêmio que a nova venda dará (P_week).
# Compare: se <code>P_week ≥ CTU + custos + buffer</code> → '''harvest (rodar)'''; se não, '''não rodar (ou ajustar)'''.
# Acompanhe cumulativamente: se cumul_cash ≥ custo_long_total → long “pago”; depois disso, o que entrar é lucro (mas sempre manter gestão).
# Mantenha limites rígidos de rolagem (nº máximo de rolamentos, stop de perda).

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Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jEKVoLRRDps

Professor Su

Contribuição chatGPT supervisionado por Mario Caseiro

1. Visão geral – o que é o Booster Reverso

O Booster Reverso é uma estrutura de opções que combina venda de calls (ou puts) em proporções particulares (ratio) para capturar prêmio, enquanto se mantém uma cobertura ou hedge parcial, e utiliza o conceito de dual operation — ou seja, duas asas (wings) em direções distintas, frequentemente combinando calls e puts ou calls vendidas com cobertura. O nome “reverso” indica que é o oposto – ou complementa – de uma operação tradicional de compra. A estratégia pode ser usada como capitalização ou hedge: gerar rendimento sobre capital estacionado vendendo opções, ou proteger posições existentes com venda seletiva.

Na prática, a versão “Dual Short Call” do Booster Reverso consiste em vender mais de uma call (ex: 2 calls “short”) e comprar uma call de strike mais alto (por exemplo) para limitar o risco, criando um ratio spread de calls — plus, simultaneamente, pode haver uma perna de puts ou outro hedge para equilibrar. Essa combinação cria o que se chama “dual” porque capta rendimento via calls vendidas + cobertura (via calls longas ou puts) para limitar perda.


2. Fundamentos da estrutura e operações em negrito

As operações típicas incluem:

  • Venda de Call (Strike A) — operação principal de geração de prêmio.
  • Venda de Call adicional (Strike A ou próximo) — criando o ratio («mais de uma») para aumentar rendimento, assumir exercício potencial.
  • Compra de Call (Strike B > A) — como hedge da exposição de alta (limita risco).
  • Compra de Put (Strike C < A) — em algumas versões dual, como hedge lateral/baixa, ou como contraparte.
  • Venda de Put (Strike C ou próximo) — em versões que se tornam “dual” com puts, ou para gerar mais prêmio.
  • Rácio (ratio) entre as asas: typicamente “venda 2 calls” + “compra 1 call” = ratio 2:1; ou “venda 3 calls” + “compra 1 call” etc. Essa proporção define o perfil de ganho/perda.

Todas essas operações em negrito são combinadas para formar o Booster Reverso.

Exemplo: Venda de 2 Calls K=50, Compra de 1 Call K=55 → ratio 2:1, upside limitado, prêmio recebido elevado.


3. Conceitos de “Dual Operation”, Ratio e Binarização

Argentina/Brigite

Ratio

O ratio define quantas opções vendidas vs quantas compradas. Uma estrutura 2:1 significa que para cada 2 opções vendidas existe 1 comprada de hedge. Isso gera prêmio líquido maior, mas também risco de exercício maior. O ratio afeta:

  • Máximo ganho: geralmente quando as vendidas expiram sem valor e hedge comprada expira fora do dinheiro.
  • Potencial de perda: se o ativo ultrapassa o strike da call comprada, a perda converge ao custo da diferença entre strikes multiplicado pela quantidade vendida menos coberta.

Dual Operation

“Dual” refere-se a duas direções ou duas asas — por exemplo, calls e puts, ou calls vendidas + puts vendidas simultaneamente. No Dual Short Call Booster, especificamente, você vende calls como principal, e simultaneamente adota uma perna de put ou outra call para cobrir ou estruturar a operação de forma que ela se comporte como assunção de risco controlado. Essa dualidade permite que a operação possa funcionar como capitalização (rentabilização) ou como hedge de carteira existente, dependendo de qual perna domina.

Binarização Argentina / Brigite

No conteúdo do vídeo se menciona a “teoria da binarização” e o nome “Brigite” (provavelmente se refere a uma metodologia argentina de calibragem de opções e estruturação de riscos). Em termos práticos:

  • Binarização: visto como estruturar as opções vendidas de modo que o investidor “assuma” (accept) o risco de exercício como se fosse uma binária — ou seja, ou “ganho certo” de prêmio se expirar fora do dinheiro, ou “custo previsto” se exercida. O investimento torna-se binário no sentido de “expira sem valor / é exercida”.
  • Assumption (Assunção de risco): o investidor “aceita” explicitamente a probabilidade de serem exercidas (calls vendidas), e estrutura o hedge para esse cenário. A teoria da Brigite enfatiza que essa assunção deve estar clara — o investidor entende que sua “linha de água” (strike onde pode ser exercido) é um evento plausível e prepara-se para ele.

Portanto, no Booster Reverso, você está conscientemente vendendo calls (assumindo risco de ser exercido) e cobrindo parcialmente, e fazendo o “binário” (ou expira sem valor → prêmio realizado; ou perde → exercida/há cobertura limitada).


4. Perfil de risco e rendimento & tabelas de cenário

Vantagens

  • Geração de prêmio líquido relativamente elevada (via múltiplas calls vendidas) → rentabilização de capital.
  • Possibilidade de usar como hedge de carteira de ações, cobrindo parcialmente os ganhos/risco de subida.
  • Limitação de perda via calls compradas ou puts adquiridas.

Principais riscos (caveats enfatizados)

  1. Exercício antecipado das calls vendidas — risco significativo em ações com dividendos ou eventos de alta.
  2. Movimento explosivo de alta acima do strike da call comprada → exposição residual à perda.
  3. Queda ou lateralização do ativo pode gerar prêmio insuficiente para justificar risco assumido.
  4. Desequilíbrio no ratio pode gerar resultados muito negativos se o hedge for insuficiente.
  5. Volatilidade implícita — se subir, recomprar calls vendidas ou rolar hedge pode sair caro.
  6. Liquidez e execução — operações de ratio são múltiplas pernas, rolagem complexa, spreads largos.
  7. Assunção de risco difusa — Se o investidor não entender que está assumindo exercício, pode ser pego de surpresa.

Tabela exemplo (simplificada) – Booster Reverso Calls (Ratio 2:1)

Estratégia Operações Rácio Prêmio Líquido Recebido Máx Ganho Aproximado Potencial de Perda
Booster Reverso Calls Venda de 2 Calls K=A + Compra de 1 Call K=B 2:1 Alto (prêmio das 2 − custo 1) Prêmio total se expirar OTM Diferença (B−A) × quantidade vendida menos hedge
Variante Dual Igual + Venda/Compra de Put K=C ex: 2:1:1 Âmbito maior de prêmio + hedge de baixa Similar + prêmio de put Exposição em alta ou queda

6. Dual Short Call + Put – explicação detalhada

No conceito “dual”, além das calls vendidas + call comprada (ratio), adiciona-se uma perna de put vendida ou comprada (dependendo do tipo) para criar exposição dupla (movimento para cima ou para baixo).

  • Por exemplo, Venda de 2 Calls K=A, Compra de 1 Call K=B, Venda de 1 Put K=C. Esta combinação permite: geração de prêmio via calls + put, e exposição à alta e à queda controlada.
  • A ideia é que, se o ativo subir, as calls vendidas exercem/perdem e a call comprada limita perda; se o ativo cair, a put vendida gera risco, mas o prêmio recebido compensa até certo nível. Assim você transforma a operação num hedge dual: hedge da baixa (via call comprada) e capitalização da lateralização via calls vendidas e put vendida.

No caso do “Dual Short Call” puro, a operação se comporta como se você tivesse vendido uma put — porque vender calls sem possuir o ativo é similar em perfil de risco à venda de puts (via put-call parity) e adiciona a perna de hedge comprada de call para limitar o risco de alta. É por isso que se diz que “é equivalente à put” mas com strikes diferentes para ajustar perfil.


7. Detalhes cruciais finais

  • A ratio precisa ser balanceada com capital e margem, porque excesso de calls vendidas sem hedge ou strike muito próximo da corrente elevam risco.
  • A assunção de risco (“assumption”) deve estar expressa: você aceita ser exercido se o ativo subir; isso não é “sem risco”.
  • A binarização argentina (Brigite) enfatiza que o investidor vê a opção vendida como quase um contrato binário: ou expira sem valor (flag “ganhou”) ou é exercida (flag “perdeu”), e estabiliza esse risco via cobertura.
  • A execução exige monitoramento de evento corporativo (dividendo, split) porque ele pode acelerar exercício antecipado ou gap.
  • Em termos de gestão de capital, o booster reverso é para perfil intermediário a agressivo, não para perfis conservadores. O artigo do íon-Itaú sobre “Booster” confirma que “deve ser usado somente para perfis arrojados”. íon Itaú
  • A rolagem eficaz separa trade técnico (rolar porque prêmio/tempo justifica) de trade emocional (manter pela crença). O tutorial reforça que “gestão é 80% do resultado”.


Mais sobre Dualidade:


🧩 1. Conceito de DUALIDADE em derivativos

A Dualidade diz que para toda operação com Calls existe uma estrutura PUT equivalente que:

  • mantém o mesmo payoff terminal, ajustado por paridade;
  • porém inverte o sentido de exposição (bullish ↔ bearish, credit ↔ debit);
  • e pode ser usada como hedge sintético da posição original.

Essa relação é formalmente expressa pela Put-Call Parity: C−P=S−Ke−rT Mas em linguagem prática:

  • Uma venda de Call equivale a compra de Put + venda de futuro;
  • Uma compra de Call equivale a venda de Put + compra de futuro.

Logo, um Booster Reverso (Dual Short Call) tem seu DUAL natural como um Booster Reverso Put, onde as operações de Call são substituídas por Puts com strikes inversos, e o sentido (long ↔ short) se inverte para manter a simetria do payoff.


⚙️ 2. Estrutura-base original: Booster Reverso (Dual Short Call)

Tipo de Operação Sentido Strike Quantidade Função Resultado
Call (A) Vendida A = 32 2 Geração de prêmio principal + R$
Call (B) Comprada B = 35 1 Hedge de alta − R$
(Opcional) Put (C) Vendida C = 27 1 Hedge dual de baixa + R$
Resultado Líquido Crédito líquido (Booster) 💰 Recebe prêmio, risco se S↑↑

Essa é a estrutura típica — um ratio 2:1 de Calls, com possibilidade de uma perna Put adicionada (opcional) para hedge dual. Bem não somente isto

🔄 3. Estrutura DUAL (inversa) — “Booster Reverso Dual PUT”

O DUAL invertido da estrutura acima é construído trocando CALL ↔ PUT e invertendo o sentido das operações:

Tipo de Operação Sentido Strike Quantidade Função Resultado
Put (A’) Vendida A’ = 30 2 Geração de prêmio (espelhando Calls vendidas) + R$
Put (B’) Comprada B’ = 27 1 Hedge de baixa − R$
(Opcional) Call (C’)** Vendida C’ = 35 1 Hedge dual de alta (simetria total) + R$
Resultado Líquido Crédito líquido (Booster PUT) 💰 Recebe prêmio, risco se S↓↓

👉 Observe que:

  • O ratio 2:1 é preservado.
  • Os strikes são espelhados: se o Call superior era 32–35, o Put inferior é 30–27.
  • A direção de risco inverte: o Call Booster tem risco na alta, o Put Booster tem risco na baixa.
  • Juntas, as duas operações formam uma estrutura dualmente neutra, com perfil semelhante a um Iron Condor invertido, mas de crédito duplo (duas travas simultâneas recebendo prêmio).
  • duplo (duas travas simultâneas recebendo prêmio).

🧮 4. Tabela comparativa — Booster Reverso vs DUAL Booster Reverso PUT

Dimensão Booster Reverso CALL Booster Reverso PUT (DUAL)
Direção predominante Bearish (risco de alta) Bullish (risco de baixa)
Ratio 2:1 (Calls vendidas/comprada) 2:1 (Puts vendidas/comprada)
Tipo de prêmio Crédito líquido Crédito líquido
Risco principal Alta excessiva do ativo Queda acentuada do ativo
Ponto ótimo Lateralidade ou leve baixa Lateralidade ou leve alta
Perda máxima Limitada por call comprada Limitada por put comprada
Posição sintética “Short Call Spread x2” “Short Put Spread x2”
Equivalência Venda sintética de ativo coberta Compra sintética de ativo coberta
Gestão (roll) Rolar Calls vendidas acima Rolar Puts vendidas abaixo
Operação Dual combinada Neutra Delta / Vega controlada Neutra Delta / Vega controlada

🧠 5. Interpretação do conceito DUAL

Quando você mantém ambas as estruturas (Call Booster + Put Booster Dual), você cria um Hedge Dinâmico Duplo.

Isso forma um envelope de risco semelhante a:

📦 Um “Condor Dinâmico” de crédito, com margens reduzidas e controle de roll por lado.

Em termos de Delta e Vega:

  • O Booster Call tem Delta negativo e Vega negativo.
  • O Booster Put tem Delta positivo e Vega negativo.
  • Combinados, produzem uma estrutura delta-neutra com ganho sobre a decadência temporal (Theta) — o verdadeiro core da “Teoria do Booster”.

🔁 6. Rolling Strategy da DUAL Pair

  1. Rolar lado CALL quando o ativo sobe → deslocar strikes para cima mantendo ratio.
  2. Rolar lado PUT quando o ativo cai → deslocar strikes para baixo.
  3. Sincronizar as duas para manter o centro da estrutura em torno do preço atual.
  4. Meta: toda semana (ou ciclo), receber prêmio líquido > custo temporal (CTU).
  5. Critério de rolagem inteligente:
    • Δ_call_side > +0.5 → rolar Calls.
    • Δ_put_side < −0.5 → rolar Puts.
    • Δ_total ≈ 0 → manter estrutura.

⚖️ 7. Conclusão — o conceito de Hedge Dual e Binarização

No final, a DUALIDADE cria um espelho probabilístico:

  • Cada lado assume risco controlado de exercício (assumption).
  • Cada opção vendida é tratada como binarizada: “vai expirar ou ser exercida”.
  • O operador aceita conscientemente o risco de exercício de ambos os lados — Brigite assumption — e o gerencia pela simetria entre as asas.

👉 A soma dos dois (Booster Reverso Call + Booster Reverso Put DUAL) produz uma estrutura temporalmente auto-financiada, que:

  • gera fluxo semanal positivo (carry),
  • neutraliza Delta e Vega,
  • e opera essencialmente sobre Theta e CDI, isto é, lucrando com o decaimento temporal das opções e o juro embutido no preço.

Mais sobre DUAL e Assunção. TODO: este artigo deverá ser dividido em mais de uma categoria, estamos ensinando o AI nossos conceitos e registrando aqui:



Trapezio-reduced.png

modelo numérico completo do DUAL Booster (Call-Booster + Put-Booster) ppara ALFA4 (S₀ = R$31) com ratio 2:1 conforme você pediu, e gerei a tabela e o gráfico de payoff.

1) Premissas e desenho escolhido (explicação e rationale)

  • Ativo: ALFA4 — preço atual R$31.
  • Horizonte: T = 0,25 ano (≈ 3 meses). Escolhi um prazo razoável para ver prêmio e proteção (pode ajustar).
  • Volatilidade implícita: σ = 30% a.a. — valor plausível para um ativo líquido.
  • Taxa livre de risco: r = 5% a.a.
  • Contrato: 100 ações por contrato.
  • Estruturas (ratio 2:1 cada): Call Booster (OTM sells):
    • Venda de 2 Calls K = 34
    • Compra de 1 Call K = 37 Put Booster (DUAL hedge, OTM sells):
    • Venda de 2 Puts K = 29
    • Compra de 1 Put K = 26

Raciocínio: escolhi vender strikes OTM relativamente próximos ao spot (34 calls, 29 puts) e proteger com uma compra a strikes mais distantes (37 e 26). Isso cria boosters com crédito líquido e risco limitado pela perna comprada; ao mesmo tempo, mantém a estrutura simétrica (dual): calls cuidam do risco de alta, puts cuidam do risco de baixa.


2) Prêmios calculados (valores por ação — Black-Scholes)

  • Call sell K=34 premium: R$ 0.9083
  • Call buy K=37 premium: R$ 0.3484
  • Call booster credit (2×sell − 1×buy): R$ 1.4682 por ação
  • Put sell K=29 premium: R$ 0.8449
  • Put buy K=26 premium: R$ 0.2110
  • Put booster credit (2×sell − 1×buy): R$ 1.4788 por ação
  • Total credit recebido (call + put) por ação: R$ 2.9469
  • Total credit por contrato (×100): R$ 294.69

Observação: esses prêmios foram calculados com BS usando as premissas acima; em mercados reais premiums variam com IV e liquidez.


3) Payoff / P&L ao vencimento — tabela resumida (S = R$27 … R$35)

(Valores mostrados: P/L por contrato — 100 ações)

S (R$) call_payoff/shr put_payoff/shr total_intrinsic/shr credit/shr P/L por contrato (R$)
27 0.0 −4.0 −4.0 2.9469 −105.31
28 0.0 −2.0 −2.0 2.9469 +94.69
29 0.0 0.0 0.0 2.9469 +294.69
30 0.0 0.0 0.0 2.9469 +294.69
31 0.0 0.0 0.0 2.9469 +294.69
32 0.0 0.0 0.0 2.9469 +294.69
33 0.0 0.0 0.0 2.9469 +294.69
34 0.0 0.0 0.0 2.9469 +294.69
35 −2.0 0.0 −2.0 2.9469 +94.69

nterpretation quick:

  • A faixa ampla entre S=29 e S=34 (inclusive) produz lucro máximo igual ao crédito recebido (R$294.69 por contrato) — essa é a “zona ótima” onde todas as pernas vendidas expiram sem valor e as compradas também.
  • Se o preço cair abaixo 28 (ex.: S=27), as puts começam a gerar perdas que podem exceder o crédito; em S=27 resultou P/L −R$105.31.
  • Se o preço subir acima 34 (ex.: S=35), as calls começam a gerar perdas; em S=35 resultado ainda positivo (+R$94.69) porque o crédito cobre até certo nível beyond the sold strike before the bought call limits loss.

4) Análise de risco e perfil

  • Lucro máximo: o crédito recebido (R$294.69/contrato) se ALFA4 fechar entre 29 e 34 ao vencimento.
  • Perda limitada: graças às calls/puts compradas, perdas são limitadas além dos strikes comprados (enquanto as quantidades respeitarem o ratio). No esquema 2:1 com uma perna comprada, a perda é limitada mas pode ser alta até a largura entre strikes multiplicada pela diferença na ratio (ex.: beyond bought strike).
  • Zona de segurança: entre os strikes vendidos (29..34) — operação “faz dinheiro” se ALFA4 ficar nessa faixa.
  • Risco principal: movimentos fortes fora das proteções causam perdas; o crédito recebido reduz o ponto de dor. Recomenda-se monitoramento e rolagem.

5) Observações sobre design pedido (OTM/ATM & duality)

  • Você pediu que o booster seja OTM/ATM e o DUAL OTM/ITM. No meu desenho:
    • Vendi strikes OTM (34 calls and 29 puts) relative to S=31 — these are near-OTM.
    • Hedging legs (37 call, 26 put) are further OTM, acting as limited-protection.
  • Essa escolha prioriza receita de prêmio com proteção limitada (low-to-moderate risk). Ajustando strikes (closer → more premium/risk, further → less premium/safety) você controla tradeoff.

Mais sobre DUAL e Assunção. TODO: este artigo deverá ser dividido em mais de uma categoria, estamos ensinando o AI nossos conceitos e registrando aqui:


BoosterDualTHL-reduced.png

O que foi feito

  1. Cálculo dos breakevens (pontos onde o P/L ao vencimento = 0) para o DUAL Booster estático (strikes usados: Calls vendidos 34 / Calls comprada 37 ; Puts vendidos 29 / Put comprada 26).
    • Breakevens (por ação): ≈ R$27.5265 e ≈ R$35.4735. Isso confirma a faixa lucrativa entre ~29 e ~34 com zeros próximos a ~27.53 (lado baixo) e ~35.47 (lado alto).
  2. Simulação semanal THL-style (rolagens semanais dos legs vendidos) com estas regras:
    • Mantive as pernas compradas (Call K=37 e Put K=26) com prazo total T=0.25 anos (~13 semanas).
    • Cada semana vendemos 2 Calls semanais Kc_sell e 2 Puts semanais Kp_sell (inicialmente Kc_sell=34, Kp_sell=29) com T=1/52, recebendo o prêmio, e no final da semana pagamos o payoff da shorts.
    • Reinvesti (acumulei) o P/L líquido das shorts (isto é, o prêmio menos o payoff semanal) no saldo (cumulative_cash).
    • Se uma short terminou ITM (no flat scenario não aconteceu), a regra rolaria o strike (call up +1 ; put down −1) para a semana seguinte.
    • Cenário simulado: flat (S permanece R$31 durante todas as semanas).

Principais resultados da simulação (13 semanas)

  • Total credit inicial calculado (estático): R$2.9469 por ação → R$294.69 por contrato.
  • Semanas simuladas: 13 (T_long ≈ 13 semanas).
  • Prêmios semanais das shorts (per share): Calls ≈ 0.0066 ; Puts ≈ 0.0272 (muito baixos em T=1/52; porque strikes OTM/IV modestos).
  • Cumulative cash (acúmulo de P/L das shorts após 13 semanas): R$88.09 (por contrato).
  • Valor final das pernas longas (MTM) no cenário flat com S=31 e long expirando: ≈ R$0 por ação (as pernas compradas expiraram OTM), logo valor final long = 0.
  • P/L total final (cumulative cash + MTM longs): R$88.09 por contrato.

Interpretação: no cenário flat com os parâmetros escolhidos, vender semanalmente as pernas OTM da DUAL gerou entrada contínua de prêmio que, ao longo de 13 semanas, acumulou R$88.09 por contrato, apesar do long inicial ter expirado sem valor. Essa é uma demonstração do mecanismo THL de transformar decay semanal em caixa acumulado — porém o resultado depende fortemente de IV, strikes e do comportamento do ativo.

Observações importantes e caveats

  • A simulação usada parâmetros simplificados (IV constante, flat price path). Em cenários com movimento do ativo ou alteração de IV, os resultados mudam substancialmente.
  • As premiações semanais em cenário real podem ser maiores (ou menores) dependendo da liquidez e IV de mercado; também há spreads e custos de transação a considerar.
  • A regra de rolagem adotada foi simples (rolar apenas se ITM no final da semana). Estratégias mais sofisticadas rolam antes do ITM com base em delta/vega/theta e custo financeiro de rolagem.
  • Se em alguma semana as shorts terminarem ITM, as perdas podem ser significativas — nesta simulação flat não ocorreu.

Mais sobre DUAL e Assunção. TODO: este artigo deverá ser dividido em mais de uma categoria, estamos ensinando o AI nossos conceitos e registrando aqui:


1) Definição (recapitulada)

Custo Temporal Unitário (CTU) = (custo total das pernas LONG) ÷ (nº de semanas da cobertura longa).

Significado operacional: é o quanto, por semana, a(s) perna(s) longa(s) “consomem” de prêmio (decay de extrínseco) — ou seja, é o valor mínimo que as vendas semanais (shorts) devem captar apenas para não consumir o capital que foi usado para comprar a proteção longa.


2) Números usados (da simulação que rodamos)

  • Long call (K=37) prémio por ação (BS) = 0.3484
  • Long put (K=26) prémio por ação (BS) = 0.2110
  • Custo total das pernas long (por ação) = 0.3484 + 0.2110 = 0.5594
  • Número de semanas (T_long ≈ 0,25 a × 52 ≈) 13 semanas

3) Cálculo do CTU (por ação e por contrato)

  • CTU por ação = 0.5594 ÷ 13 = 0.04303 R$ / ação / semana
  • CTU por contrato (100 ações) = 0.04303 × 100 = R$ 4.303 / contrato / semana

Interpretação: toda semana a cobertura longa “vale” ~R$0,043 por ação em custo temporal — se você não levantar pelo menos isso com as vendas semanais, está consumindo parte da proteção comprada.


4) Número prático: prêmio recebido médio por semana (simulação)

Na simulação flat (S constante = R$31) vendemos semanalmente 2 calls (K=34) e 2 puts (K=29) — os prémios semanais estimados deram, por ação:

  • short_call_prem ≈ 0.0066
  • short_put_prem ≈ 0.0272

Portanto prêmio recebido por ação / semana = 2×0.0066 + 2×0.0272 = 0.0676 R$/ação/semana

Em por contrato = 0.0676 × 100 = R$ 6.76 / contrato / semana.


5) Comparação: prêmio semanal vs CTU

  • CTU por contrato = R$4.303 /sem
  • Prêmio recebido por contrato (médio) = R$6.76 /sem

Resultado: o prêmio médio semanal recebido excede o CTU por (6.76 − 4.303 = R$2.457 /sem).

Esse excedente é o que fica como contribuição líquida para pagar custos, cobrir comissões e gerar lucro.


6) Dois indicadores úteis (e complementares)

A — Cobertura semanal (sustentabilidade)

Requisito operacional mínimo:

Cada rolagem semanal deve, idealmente, recolher um prêmio ≥ CTU.

Se a semana paga menos que o CTU, você está consumindo capital da proteção longa (ou seja, corroendo o hedge). Repetir isso várias semanas leva a perder a proteção.

No nosso caso: 6.76 > 4.303 → sustentável (cada semana, em média, cobre a “fatura” temporal da longa).

B — Tempo de payback (pagar o custo total da proteção)

Se você quer recuperar o custo total das pernas longas apenas com os prêmios brutos recolhidos (antes de considerar decay residual/MTM), calcule:

  • Custo total long por contrato = 0.5594 × 100 = R$55.94.
  • Payback (se recolher R$6.76 /sem) = 55.94 ÷ 6.76 ≈ 8,27 semanas.

Interpretação: em ~8 semanas as vendas brutas já somariam o custo inicial das pernas longas (assumindo que as legs longas não precisaram ser recompradas a preços maiores etc). Em nossa simulação a acumulação efetiva resultou em cumulative_cash ≈ R$88.09 ao fim de 13 semanas — logo o payback efetivo ocorreu antes (coerente com ~8 semanas).


7) Por que cada roll-up deve beatar (superar) o CTU?

Resumindo a lógica econômica:

  1. Proteção longa tem custo (você pagou pela LONG call + LONG put). Esse custo não some: se você não gerar prêmio suficiente por semana, a estratégia consome capital (a long perde extrínseco e você paga por isso).
  2. CTU representa a “fatura semanal” da proteção — é a referência mínima: se o short semanal não pagar ao menos esse valor, o hedge está sendo financiado com capital externo.
  3. Roll-up (mover strike da colocação vendida para cima/baixo) tipicamente é feito quando a perna vendida está ameaçada (ITM ou com delta alto) — o objetivo é obter um novo prêmio que compense o custo adicional e reduza risco. Se ao rolar você recolhe menos que o CTU, então você ainda não recompensou o custo temporal que a long consumirá na próxima semana — você estará acumulando déficit.
  4. Acumulação positiva: quando cada roll-up > CTU, o excedente forma lucro líquido, paga o long e deixa resultado positivo (carry). É esse princípio que permite “pôr dinheiro no bolso” semana a semana.

8) Regras práticas e threshold operacional

  • Regra mínima de execução: só execute roll-up se o prêmio esperado para a nova perna ≥ CTU + CustosOperacionais + MargemSegurança.
    • CustosOperacionais = comissões + slippage (ex.: R$0,5–1,0 / contrato por operação, variável).
    • MargemSegurança = buffer para volatilidade/erros (recomendado 10–30% do CTU).
  • Exemplo numérico (com números nossos):
    • CTU por contrato = R$4.303
    • Suponha custos e slippage ≈ R$1,0/sem e margem 20% × CTU = 0.2×4.303 ≈ 0.861
    • Então threshold praticável (mínimo recebido) ≈ CTU + 1 + 0.861 ≈ R$6.164 / contrato / semana.
    • Nosso prêmio médio R$6.76 > R$6.164 → ok (aprovado com folga).
  • Se a nova venda paga apenas R$5.0 (abaixo desse threshold), não vale a pena rolar — melhor esperar ou ajustar strikes/fechar.

9) Exemplo formal (por semana) — como avaliar um roll

Suponha que esta semana você pode rolar a short para um strike maior e o mercado te dá prêmio bruto por contrato P_week.

  • Compute:
    • CTU_contrato = (long_premium_total_per_share × 100) / weeks_long = R$4.303
    • Net_expected = P_week − CTU_contrato − Costs
  • Se Net_expected > 0 → roll gera contribuição líquida positiva (paga o CTU e sobra).
  • Se Net_expected ≤ 0 → o roll não cobre o custo temporal; portanto evitar ou buscar alternativa (rolar menos, fechar, comprar proteção adicional).

Numérico com nossos valores:

  • P_week (observado) = R$6.76
  • CTU_contrato = R$4.303
  • Costs ≈ R$0.5 (exemplo)
  • Net_expected = 6.76 − 4.303 − 0.5 = R$1.957 /contrato → positivo → rolar.

10) Considerações de risco e comportamento adverso

  • Se IV sobe, premiums de rolagem sobem — bom para roll-in (você recebe mais), mas ruim quando for recomprar pernas vendidas que ficaram ITM.
  • Se preço do ativo der gap (muito alta/baixa), você pode sofrer perda imediata apesar do CTU; proteção comprada limita perda, mas pode não impedir drawdown até o limite de strike comprado.
  • Roll antecipado (antes de ITM) é frequentemente mais econômico do que rolar quando ITM. Use delta thresholds (ex.: roll quando short delta > 0.5) como gatilho mais conservador do que apenas ITM.

11) Resumo operacional (checklist rápido)

  1. Calcule CTU: (long_call_prem + long_put_prem) / weeks_long. → 0.04303 R$/ação / semana4.303 R$/contrato / semana.
  2. Antes de rolar, obtenha estimativa do prêmio que a nova venda dará (P_week).
  3. Compare: se P_week ≥ CTU + custos + bufferharvest (rodar); se não, não rodar (ou ajustar).
  4. Acompanhe cumulativamente: se cumul_cash ≥ custo_long_total → long “pago”; depois disso, o que entrar é lucro (mas sempre manter gestão).
  5. Mantenha limites rígidos de rolagem (nº máximo de rolamentos, stop de perda).