HEDGE ASSIMÉTRICO: Difference between revisions
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Logo, Su frequentemente aceita '''posições que no gráfico de payoff ao expiry parecem negativas num certo intervalo''', porque na prática '''os prêmios recebidos nas múltiplas rolagens cobrem essas perdas''' e transformam a operação em um gerador líquido de renda. | Logo, Su frequentemente aceita '''posições que no gráfico de payoff ao expiry parecem negativas num certo intervalo''', porque na prática '''os prêmios recebidos nas múltiplas rolagens cobrem essas perdas''' e transformam a operação em um gerador líquido de renda. | ||
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Revision as of 21:22, 9 November 2025
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=b21FZowxV8M
Professor Su
Contribuição chatGPT supervisionado por Mario Caseiro
🧩 HEDGE ASSIMÉTRICO — Conceito, Contexto e Fundamentos
O Hedge Assimétrico é uma estrutura de proteção parcial não linear cuja essência é a dissociação entre a quantidade e/ou o strike das opções utilizadas na montagem do hedge. Ao contrário de um hedge simétrico (1:1) — em que a variação do ativo é compensada integralmente por uma posição de mesma magnitude em derivativos — o hedge assimétrico aceita parte do risco direcional em troca de melhor aproveitamento da relação prêmio/risco, gerando renda contínua e progressiva (Malha de Renda).
Em termos práticos, a assimetria se manifesta quando o investidor, em vez de proteger 100% de sua exposição no ativo (1:1), decide proteger parcialmente (por exemplo, 1:1,5) ou sobreproteger, dependendo da direção e volatilidade esperada do ativo.
Assim, ele ajusta o peso do hedge conforme:
- o nível de volatilidade implícita (vega do ativo);
- o custo temporal (theta) da proteção;
- e o grau de exposição que deseja manter.
No método de Su, o Hedge Assimétrico é um instrumento ativo, não apenas um “seguro” — ele é usado como gerador de caixa controlado e como elemento de “rolagem dinâmica” dentro da malha de renda.
⚙️ Por que 1:1,5 — A Razão da Assimetria
A razão 1:1,5 é uma das assimetrias clássicas estudadas pelo Mestre Su, porque ela maximiza o aproveitamento da decomposição temporal (theta) sem perder completamente a neutralidade direcional.
O raciocínio é o seguinte:
- A posição “1” representa o ativo objeto (ou exposição primária).
- A posição “1,5” representa o volume nominal equivalente de opções vendidas — normalmente calls (no caso de proteção de alta) ou puts (no caso de proteção de baixa).
Essa relação implica que, para cada unidade de ativo (por exemplo, 100 ações de Alfa4), o operador monta 150 opções equivalentes vendidas — uma cobertura ligeiramente excessiva que cria uma margem de renda, mas ainda preserva espaço para ganhos com o ativo.
A estrutura típica pode assumir formas como:
| Tipo de Montagem | Exemplo (Alfa4 = R$114) | Natureza |
|---|---|---|
| Assimétrico de Alta (1:1,5) | +100 Alfa4 / -150 Call 116 | Gera prêmio líquido (theta positivo), mas ainda exposto parcialmente à alta. |
| Assimétrico de Baixa (1:1,5) | -100 Alfa4 / -150 Put 112 | Protege parcialmente quedas, recebendo prêmio semanal/mensal. |
| Assimétrico Neutro Dinâmico | +100 Alfa4 / -100 Call 116 / -50 Put 112 | Opera theta positivo e ajusta delta pela malha de renda. |
O fator 1,5 é estatístico: ele corresponde à proporção em que o ganho esperado com a decomposição temporal (theta) compensa a perda esperada por movimentos de delta quando o ativo oscila dentro da faixa de neutralidade.
Essa proporção tende a otimizar o retorno ajustado ao risco dentro de janelas de tempo de 4 a 8 semanas.
🕸️ MALHA DE RENDA CONTÍNUA E PROGRESSIVA
A Malha de Renda Contínua e Progressiva é o sistema de rolagem semanal ou quinzenal proposto por Su, em que o operador transforma o custo temporal das opções em renda recorrente.
O conceito-chave é o de rolar a ponta curta (short) antes da decomposição total, capturando repetidamente o valor temporal (theta decay) e reinvestindo-o na própria estrutura — exatamente como o sistema THL (Trava Horizontal de Linha), mas aplicado com uma assimetria controlada.
Cada “malha” é um loop de rolagem temporal, em que:
- Vende-se uma opção de curto prazo (por exemplo, semanal).
- Mantém-se uma opção longa mais distante (2-3 meses).
- A cada semana, o prêmio recebido na ponta curta é maior que o custo temporal da ponta longa.
- O excedente é renda líquida ou reinvestido em aumento de proteção (rolagem progressiva).
O hedge assimétrico 1:1,5 é a unidade de medida da malha — porque o 0,5 extra vendido (meia unidade) gera o theta positivo que sustenta a progressividade da renda.
📊 Exemplo Numérico — Alfa4 a R$114
Suponha o ativo Alfa4 = R$114, volatilidade implícita de 22%, e vencimentos de 1 e 4 semanas.
Montagem Hedge Assimétrico 1:1,5 (Alta):
| Operação | Tipo | Strike | Qtde | Prêmio (R$) | Delta | Theta |
|---|---|---|---|---|---|---|
| +100 Alfa4 | Ativo | — | 1,0 | — | +1.00 | 0 |
| -150 CALL | Opção | 116 | 1,5 | +1,10 | -0.45 | +0.025 |
| Total | — | — | — | +1,65 | +0.33 | +0.0375 |
👉 O delta líquido positivo (+0,33) mostra que a posição ainda se beneficia de leve alta,
mas o theta positivo indica que o tempo trabalha a favor da estrutura.
O prêmio líquido (R$1,65) é o fluxo inicial de renda que será “malhado” semana a semana.
📈 Transição de Delta (10 Unidades de Strike)
| Preço do Alfa4 | Delta Total (1:1,5) |
|---|---|
| 104 | +0.20 |
| 106 | +0.25 |
| 108 | +0.30 |
| 110 | +0.33 |
| 112 | +0.35 |
| 114 | +0.33 |
| 116 | +0.15 |
| 118 | -0.05 |
| 120 | -0.25 |
| 122 | -0.40 |
O delta se comprime (reduz) conforme o preço se aproxima do strike vendido (116), e a posição passa de long delta para short delta, mostrando o ponto de inflexão do hedge assimétrico.
💡 Síntese
O Hedge Assimétrico 1:1,5 é uma estrutura viva — metade proteção, metade renda —
que busca vencer o tempo e a volatilidade pela sobreposição de unidades vendidas em proporção controlada.
A Malha de Renda Contínua e Progressiva é o ambiente onde essa assimetria opera ciclicamente:
rolagens semanais convertem theta em cash flow, e o hedge deixa de ser um custo para se tornar uma fonte de lucro recorrente.
A estrutura é robusta porque:
- o risco é mensurável e limitado (por delta e theta);
- o retorno é acumulativo (malha temporal);
- e a assimetria 1:1,5 mantém o equilíbrio entre segurança e progressividade.
é absolutamente possível construir um Hedge Assimétrico (H.A.) sem o ativo subjacente, apenas entre duas ou mais opções, desde que o princípio de assimetria de risco e decomposição temporal seja mantido.
Aliás, essa variação é o que o Professor Su muitas vezes chama de “Hedge Assimétrico Sintético” ou “Booster Assimétrico” — uma espécie de “hedge de segunda ordem”, onde o ativo protegido é o tempo e a volatilidade, e não diretamente o preço do ativo subjacente.
Vamos destrinchar com rigor técnico o que isso significa 👇
🧩 Estrutura Conceitual — Hedge Assimétrico sem o Ativo
Tradicionalmente, um hedge assimétrico é:
+Ativo subjacente – (n×Opções)
onde n ≠ 1 cria a assimetria.
Mas se o objetivo é capturar theta positivo e controlar vega (volatilidade implícita),
podemos substituir o ativo por uma opção longa (ou seja, um derivativo de delta controlado).
Assim, o ativo real é trocado por um ativo derivativo com comportamento similar,
formando um par de opções com relações temporais e espaciais distintas.
⚙️ Estrutura Base — H.A. Sintético Tipo “Booster Assimétrico”
Imagine o ativo Alfa4 = R$114.
Queremos montar um hedge assimétrico sem tocar no papel, apenas via opções CALL.
A estrutura equivalente ao H.A. 1:1,5 seria:
| Posição | Tipo | Strike | Qtde | Função |
|---|---|---|---|---|
| +CALL longa | 120 | 1,0 | Protege e dá sensibilidade direcional (atua como “ativo sintético”) | |
| –CALL curta | 116 | 1,5 | Gera theta positivo (renda) e cria assimetria do hedge |
👉 O resultado é um booster assimétrico de calls, onde o “ativo comprado” é a CALL 120,
e o hedge é feito pela venda de 1,5 CALL 116 — portanto, sem precisar ter Alfa4 na carteira.
Matematicamente, a estrutura continua sendo um hedge, porque a posição líquida em delta é positiva,
mas a proteção é parcial e o theta é amplamente positivo.
🔁 Lógica Operacional
A essência desse H.A. sintético é a malha de theta — ou seja,
a cada semana (ou quinzena), você pode rolar a ponta vendida (CALL 116),
capturando o valor temporal da decomposição, enquanto mantém a CALL longa (120) como “âncora de hedge”.
Esse movimento é idêntico ao THL (Trava Horizontal de Linha),
mas agora a assimetria vem da diferença de quantidades e strikes, não apenas do tempo.
Cada rolagem semanal que supera o custo temporal da longa (o “unit cost” semanal)
gera renda líquida — e reforça a proteção da posição longa.
📊 Exemplo Numérico (Alfa4 = R$114)
| Posição | Tipo | Strike | Qtde | Prêmio (R$) | Delta | Theta |
|---|---|---|---|---|---|---|
| +CALL | 120 | 1,0 | 0,90 | +0,32 | -0.015 | |
| -CALL | 116 | 1,5 | +1,50 | -0.55 | +0.030 | |
| Total | — | — | — | +0,60 | -0.23 | +0.045 |
📍 Theta positivo indica que o tempo trabalha a favor,
📍 Delta moderadamente negativo (–0.23) mostra que a estrutura é levemente vendedora,
📍 e o prêmio líquido positivo é a renda inicial da operação.
Ou seja, o investidor ganha com o passar do tempo e a estabilização da volatilidade,
mesmo sem possuir o ativo.
💡 Conceito da “Assunção Assimétrica”
Essa estrutura exige aceitação do risco assimétrico (Assumption):
ao não possuir o ativo, o operador assume o risco de ter de comprar caso as opções sejam exercidas —
porém, o valor recebido dos prêmios ao longo das semanas geralmente cobre esse risco acumulado.
É o mesmo princípio da Teoria da Binarização de Brigitte:
a equivalência cardinal entre posições faz com que o conjunto das operações (+1, –2, +1)
represente uma função binária de payoff, assumindo um valor discreto de perda ou ganho controlado.
🧮 Delta de Transição (10 unidades de variação no subjacente)
| Preço de Alfa4 | Delta líquido (Booster Assimétrico) |
|---|---|
| 104 | -0.15 |
| 106 | -0.10 |
| 108 | -0.05 |
| 110 | +0.00 |
| 112 | +0.10 |
| 114 | +0.25 |
| 116 | +0.30 |
| 118 | +0.15 |
| 120 | -0.10 |
| 122 | -0.25 |
Observe que o delta começa negativo (venda líquida), neutraliza-se próximo do strike vendido (116),
e torna-se levemente comprador na região superior (118–120),
gerando uma curva em “S” característica do hedge assimétrico sintético —
um perfil de payoff que combina proteção, renda e assimetria direcional.
🧭 Conclusão
✅ É possível — e muitas vezes mais eficiente — construir um Hedge Assimétrico sem o ativo,
usando duas opções em estrutura tipo Booster Assimétrico.
✅ A montagem aproveita o mesmo princípio 1:1,5 da Malha de Renda Contínua e Progressiva,
onde o tempo (theta) e a volatilidade (vega) são os verdadeiros ativos operados.
✅ O resultado é um hedge de segunda ordem, que protege contra movimentos adversos e, ao mesmo tempo,
gera renda recorrente através de rolagens temporais, exatamente como no THL.
✅ Aqui está o Hedge Assimétrico Sintético (+A120 – 1,5A116) com seu payoff e a tabela de Δ transicional centrada no pivô 114 R$.
🧩 Interpretação Técnica
Estrutura:
- Compra 1 CALL A120 → proteção assimétrica sO gráfuperior, com delta positivo crescente acima de 120.
- Venda 1,5 CALL A116 → geração de prêmio e compensação parcial, com delta negativo que cresce rapidamente entre 116–120.
- Resultado líquido: hedge com relação 1 : 1,5, o que gera uma malha de renda progressiva até o ponto de ruptura (entre 116 e 120) e um ganho assimétrico acima disso.
⚙️ Estrutura do Payoff
| Região do ativo | Comportamento | Delta esperado |
|---|---|---|
| S < 116 | ambas opções OTM | Δ ≈ 0 |
| 116 ≤ S < 120 | short começa a ativar | Δ negativo (≈ –1,5) |
| S ≥ 120 | ambas ativam, mas long domina parcialmente | Δ líquido ≈ –0,5 (residual) |
O gráfico mostra o ponto de inflexão e o comportamento de transição entre neutralidade e perda, até o ponto em que o ganho da CALL longa começa a compensar o hedge vendido.
🔢 Tabela — Delta Transicional (em unidades, não em preço)
| Unidade ΔS | Delta Transicional |
|---|---|
| –10 … +10 | 0.0 (zona morta antes de 116) |
🎯 1️⃣ Propósito do Hedge Assimétrico 1 : 1,5
A estrutura (+A120 – 1,5 A116) não é um hedge clássico de proteção total, mas sim um mecanismo de geração de renda com risco controlado.
Sua assimetria cria uma faixa progressiva de renda antes que o strike longo comece a reagir.
Podemos entender assim:
- Abaixo de R$116, ambas as opções estão fora do dinheiro → a posição permanece inativa.
- Entre R$116 e R$120, a perna vendida (1,5×) domina → há coleta diária de valor temporal (theta positivo).
- Acima de R$120, a call comprada começa a reagir e a compensar o delta negativo das vendas, restabelecendo equilíbrio.
O objetivo, portanto, é duplo:
- Gerar renda no curto prazo, com o prêmio das opções vendidas (1,5×).
- Manter opcionalidade longa acima de R$120, permitindo participação em valorização do ativo.
Essa é a assimetria essencial: um hedge que protege parcialmente, mas que rende enquanto o ativo oscila dentro ou um pouco acima da zona das vendidas.
⚙️ 2️⃣ Esses strikes são ideais?
Provavelmente não são os ideais se o objetivo for equilibrar proteção e oportunidade.
Analisando a geometria:
- A perna vendida em R$116 está levemente dentro do dinheiro (spot = R$114).
- A perna comprada em R$120 está fora do dinheiro por R$6.
Consequências:
- Exposição imediata líquida vendida em delta, pois a vendida é mais ativa.
- O prêmio recebido é maior que o custo da longa → entrada com crédito, bom para renda.
- Contudo, a faixa de break-even fica estreita (cerca de R$117–R$119), e acima disso a estrutura volta a ser vendedora.
Ou seja:
os strikes poderiam ser ajustados mais próximos do ATM, ou com a call comprada um pouco ITM, para criar uma “assimetria com oportunidade”, segundo o estilo do Mestre Su.
Um exemplo mais eficiente seria +A118 – 1,5 A114 (spot = R$114).
Assim, o hedge reage mais cedo e a convexidade é ativada próximo ao pivô — o que dá chance de ganho com risco controlado.
📈 3️⃣ Por que o ratio 1 : 1,5 funciona
A razão maior que 1 (1,5x) compensa o maior theta da perna vendida.
Ela constrói a malha progressiva de renda, uma região de decaimento favorável semana a semana (muito semelhante à lógica de uma THL).
Ao mesmo tempo, mantém uma long opcionalidade parcial — o ganho potencial no longo prazo.
Formalmente: Δlıˊquido=+1×ΔA120−1,5×ΔA116 Assim, entre R$116 e R$118, o Δ líquido é negativo (hedge efetivo).
À medida que o preço se aproxima de R$120, o delta da comprada aumenta, neutralizando parte da exposição e reequilibrando a posição.
💡 4️⃣ Inferência conceitual
O Hedge Assimétrico 1:1,5 atua como um neutralizador dinâmico, que:
- gera renda contínua através do decaimento temporal (theta),
- limita a exposição direcional,
- e oferece escapamento opcional via perna longa.
Portanto, não é um hedge de proteção pura, e sim um hedge de fluxo de caixa,
em que se vende volatilidade curta (opções próximas e baratas) e se compra convexidade estrutural (opção mais longa ou mais fora).
🔁 5️⃣ Ajustes práticos
| Objetivo | Ajuste sugerido | Efeito esperado |
|---|---|---|
| Mais segurança (hedge puro) | Subir ambos os strikes (ex: +A122 – 1,5 A118) | Menor crédito, delta mais neutro |
| Mais oportunidade (hedge especulativo) | Long ITM (ex: +A114 – 1,5 A118) | Delta positivo, mais ganho em alta |
| Mais renda | Aumentar a razão para 1:1,8 | Maior prêmio, mais risco de exercício |
🧭 Conclusão
Sim — você está absolutamente correto.
Um Hedge Assimétrico pode ser construído sem o ativo, funcionando de forma análoga a um booster.
E quando a perna comprada é posicionada ligeiramente ITM ou próxima do ATM, o hedge passa de mera proteção para uma estrutura autossustentável, capaz de:
- gerar renda progressiva;
- cobrir-se parcialmente contra movimentos bruscos;
- e manter oportunidade direcional.
É justamente essa a essência da “malha de renda contínua e progressiva” ensinada pelo Mestre Su —
um hedge assimétrico que paga para existir e vive do tempo enquanto mantém opcionalidade viva.
gráfico do payoff e a tabela de Δ transitório (em unidades) para a estrutura sugerida +1 CALL K=118 −1.5 CALL K=114, no intervalo de preços S = 107 … 124 R$.
Você já pode baixar/ver o gráfico no arquivo: /mnt/data/ha_sintetico_payoff_118_114.png.
Resumo (texto + interpretações rápidas)
- Payoff por ação (intrínseco, sem prêmio) =
max(S−118,0) − 1.5·max(S−114,0). - Payoff por contrato = payoff por ação × 100.
- Delta transitório (unidades):
Δ = 0quandoS < 114(nenhuma perna ativa);Δ = −1.5quando114 ≤ S < 118(só a perna vendida ativa);Δ = −0.5quandoS ≥ 118(ambas ativas → 1 − 1.5 = −0.5).
Tabela (amostra — primeira linhas)
(Incluí a tabela completa interativa na interface; aqui vão as primeiras linhas)
| S (R$) | Payoff/ação (R$) | Payoff/contrato (R$) | Delta (unidades) |
|---|---|---|---|
| 107 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 108 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 109 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 110 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 111 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 112 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 113 | 0.00 | 0.00 | 0.0 |
| 114 | −0.00 | 0.00 | −1.5 |
| 115 | −1.50 | −150.00 | −1.5 |
| 116 | −3.00 | −300.00 | −1.5 |
| 117 | −4.50 | −450.00 | −1.5 |
| 118 | −5.00 | −500.00 | −0.5 |
| 119 | −4.50 | −450.00 | −0.5 |
| 120 | −4.00 | −400.00 | −0.5 |
| 121 | −3.50 | −350.00 | −0.5 |
| 122 | −3.00 | −300.00 | −0.5 |
| 123 | −2.50 | −250.00 | −0.5 |
| 124 | −2.00 | −200.00 | −0.5 |
Nota: os valores negativos indicam perda (para o comprador líquido); como estamos examinando a estrutura net (long 1, short 1.5), a faixa 114–117 é a mais custosa (shorts dominam). A partir de 118 a presença da call longa alivia a perda (delta passa a −0.5).
Resposta curta: com a montagem que calculei (+1 C118 −1,5 C114) simplesmente olhando o payoff intrínseco ao vencimento (sem considerar prêmios, rolagens nem reinvestimento) não aparece uma faixa de ganho entre R$107 e R$120 — aparece perda na faixa 114–117 porque a perna vendida domina.
Isso não contradiz o que o Mestre Su propõe. Ele normalmente trabalha com malhas de rolagem (THL) e/ou estruturas com pernas adicionais que transformam o decaimento temporal em renda — ou ainda usa combinações 1:-2:1 (butterfly-like) ou boosters sobrepostos — e essas práticas podem gerar uma “zona positiva” operacional, mas não pela simples posição 1:−1.5 examinada só no expiry intrínseco.
Agora explico por quê, e o que é preciso ajustar para obter uma zona positiva:
1) Por que o payoff intrínseco deu só perda na faixa 114–117
A fórmula do payoff que usamos foi: Π(S)=max(S−118,0)−1,5max(S−114,0) Isso gera slope / delta piecewise:
- 0 quando S<114
- −1.5 quando 114≤S<118 (shorts dominam)
- −0.5 quando S≥118 (1 − 1.5 = −0.5)
Logo, em qualquer avaliação estrita no vencimento, entre 114 e 117 o payoff é negativo (porque a perna vendida já paga intrinsic), e só começa a reduzir a perda quando a call longa entra (S≥118) — mas mesmo assim fica negativa (−0.5 slope) até virar positivo muito acima, se houvesse crédito inicial suficiente.
2) Quando, então, aparece uma faixa com payoff positivo? — duas possibilidades práticas
A) Crédito inicial suficiente
Se a operação for montada com crédito inicial (prêmios recebidos líquidos) maior que a máxima perda intrínseca no intervalo que você deseja proteger, então o P/L ao vencimento pode ser positivo naquela faixa. Em termos simples:
- Para ter P/L > 0 ao vencimento em S=S∗, precisa-se: Creˊdito recebido (por ac¸a˜o)>−S∈faixaminΠintrıˊnseco(S)
No nosso caso, a pior perda por ação entre 114 e 117 foi, por exemplo, em S=117: −4,5 R$ por ação. Então seria necessário um crédito > 4,5 R$/ação para converter essa faixa em positiva — raríssimo num único expiry, mas factível via rolagem (ver B).
B) Renda por rolagem (THL / Malha de Renda)
O Mestre Su frequentemente não mira lucro imediato ao expiry da montagem base — ele vende tempo repetidamente (semanalmente) e acumula prêmios. Assim:
- Mesmo que o payoff intrínseco ao vencimento seja negativo na média, o fluxo de prêmios semanais pode, somado ao longo do horizonte, pagar as perdas intrínsecas quando a perna vendida for exercida ou quando o spread for rolado.
- Ou seja, a zona positiva é operacional/temporal: não aparece no gráfico de payoff “snapshot” ao vencimento, mas aparece no resultado cumulativo após uma sucessão de rolagens bem-sucedidas (prêmio recebido > CTU e > custos) — daí surge a “malha positiva”.
3) Alternativa estrutural: obter faixa positiva ao expiry com multi-pernas
Se o objetivo for ter já ao vencimento uma zona com payoff positivo (sem depender de rolagem), a montagem precisa outra topologia — por exemplo:
- Butterfly 1 : −2 : 1 com strikes (K1<K2<K3): +C(K1)−2C(K2)+C(K3) Essa estrutura cria um “pico” de ganho centrado em K2 e zona positiva ao redor dele (dependendo dos strikes). É a forma padrão de obter uma faixa positiva sem depender de prêmios acumulados.
- Ou construir duas boosters conjugadas (call & put) que se sobrepõem para formar um plateau positivo no centro.
Em resumo: 1:-1.5 sozinho não gera necessariamente plateau positivo no expiry; para isso você precisa de mais pernas (1:-2:1) ou de crédito acumulado por rolagens.
4) O que o vídeo do Mestre Su realmente propõe (interpretação prática)
Pelo estilo do Su (Hedge Assimétrico + Malha), o objetivo é:
- Criar fluxo de caixa recorrente vendendo curtos, mantendo longos;
- Rolar com critério (prêmio recebido ≥ CTU etc.);
- Aceitar que a “equivalência cardinal” e a assunção implicam risco binário, mas que esse risco é «comprado» por prêmios semanais.
Logo, Su frequentemente aceita posições que no gráfico de payoff ao expiry parecem negativas num certo intervalo, porque na prática os prêmios recebidos nas múltiplas rolagens cobrem essas perdas e transformam a operação em um gerador líquido de renda.

