CONCEITOS NAO DIFUNDIDOS

From Estudos de Derivativos Sintaxes

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Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=duSSn5pdCOU

Professor Su with analisys if chatGPT Guided by Mario Caseiro

🧩 Núcleo da Teoria da Binarização (Brigitte)

  1. Equivalência Cardinal
    • Uma combinação proporcional de opções em strikes contíguos pode ser reduzida a uma posição “binária” mais distante. Exemplo: +A30−2A32≡−A34 → Essa equivalência representa a compressão de payoff contínuo em uma função binária — ou o que Brigitte chama de “cardinalidade equivalente”.
    • O raciocínio é que, ao ajustar as proporções (1:-2:1), o perfil de lucro-prejuízo assume uma forma discreta: ou ocorre o evento (exercício binário), ou não.
  2. Assunção (“Assumption”)
    • É o ponto em que o operador aceita o risco de exercício como parte do custo de manter a estrutura — semelhante à delta neutral boundary ajustada pela taxa de juros e volatilidade implícita.
    • A assunção define a fronteira entre a zona de probabilidade controlada e a zona de aceitação de risco.
    • Em termos práticos: a cada rolagem, o trader “aceita” parte da perda temporal (θ) em troca da convergência binária de payoff.
  3. Binarização e Temporalidade
    • A decomposição binária transforma estruturas contínuas (como spreads, THL, boosters) em unidades discretas de evento, permitindo rolagem temporal calibrada (ex.: semanal).
    • O buraco temporal (“hole effect”) do THL — ou a degradação pelo CDI — é compensado pela recomposição binária da estrutura, desde que o operador role acima do custo temporal unitário.
  4. Dualidade
    • Toda estrutura binarizada possui um dual simétrico: um equivalente inverso que anula (ou protege) o primeiro.
      • Ex.: um Booster Reverso em Calls tem seu Dual em Puts, com strikes deslocados (ITM/OTM) e razão inversa.
    • A equivalência dual é a base do hedge dinâmico binário, que permite operações autofinanciadas.
  5. Interpretação Probabilística
    • A operação binarizada pode ser lida como uma cadeia de eventos booleanos (0 = não exercício, 1 = exercício), ponderada por seus prêmios.
    • Isso cria um modelo discreto de payoff que se aproxima da curva gaussiana contínua quando replicado em múltiplas escalas (como o princípio de superposição de opções)

Mais sobre DUAL e Assunção. TODO: este artigo deverá ser dividido em mais de uma categoria, estamos ensinando o AI nossos conceitos e registrando aqui:

apresentado duas tabelas de transição de Δ (delta)por ação (não preços) — para as duas estruturas que você pediu, no subjacente ALFA4 = R$28 como referência.

Vou usar a convenção simples de delta ao vencimento (payoff derivatives / inclinação por unidade de preço do subjacente):

  • Call (C) ao vencimento: Δ(C(K)) = 0 se S ≤ K, Δ = +1 se S > K.
  • Put (P) ao vencimento: Δ(P(K)) = −1 se S < K, Δ = 0 se S ≥ K.
  • Para pernas vendidas multiplicamos por −1 (ex.: venda de 2 Calls → contribuição −2 quando válidas).
  • Em pontos exatamente iguais ao strike a derivada é tecnicamente indefinida; uso desigualdades estritas (> ou <) para evitar ambiguidade e explico os casos de borda.

Vou também incluir, lado a lado, a coluna “equivalente cardinal” segundo a regra de binarização que vimos (K₃ = 2·K₂ − K₁). Assim:

  • Para +A24 − 2A26 (1 Call K=24 long, −2 Calls K=26 short) a equivalência cardinal fica −A28 (venda 1 Call K=28).
  • Para +M32 − 2M30 (interpreto M = Put) (1 Put K=32 long, −2 Puts K=30 short) a equivalência cardinal fica −M28 (venda 1 Put K=28).

Tabela 1 — Estrutura CALL: +C(24) − 2·C(26)

Colunas: preço hipotético S, Δ da perna +C24, Δ da perna −2·C26, Δ total (por ação), Δ equivalente cardinal (−C28).

S (R$) Δ(+C24) Δ(−2·C26) Δ total (por ação) Δ(−C28) (cardinal equiv.)
22 0 0 0 0
24 0 0 0 0
25 1 0 +1 0
26 1 0 +1 0
27 1 −2 −1 0
28 1 −2 −1 0 (note: −C28 Δ = 0 at S≤28)
29 1 −2 −1 −1
30 1 −2 −1 −1
31 1 −2 −1 −1
32 1 −2 −1 −1
33 1 −2 −1 −1
34 1 −2 −1 −1

Tabela 2 — Estrutura PUT: +P(32) − 2·P(30) (DUAL da anterior)

Colunas: S, Δ(+P32), Δ(−2·P30), Δ total (por ação), Δ equivalente cardinal (−P28).

S (R$) Δ(+P32) Δ(−2·P30) Δ total (por ação) Δ(−P28) (cardinal equiv.)
22 −1 +2 +1 +1
24 −1 +2 +1 +1
25 −1 +2 +1 +1
26 −1 +2 +1 +1
27 −1 +2 +1 +1
28 −1 +2 +1 0 (note: −P28 Δ = +1 only if S<28)
29 −1 +2 +1 0
30 −1 0 −1 0
31 −1 0 −1 0
32 0 0 0 0
33 0 0 0 0
34 0 0 0 0

Observações sobre a tabela 2

  • A long put (K=32) contribui Δ = −1 enquanto S < 32; as 2 puts vendidas K=30 contribuem +2 (pois são puts vendidas) enquanto S < 30.
  • Resultado agregado por faixas:
    • S < 30 → Δ = −1 + 2 = +1 (sinal positivo; exposto a alta do subjacente nessa faixa),
    • 30 ≤ S < 32 → Δ = −1 (apenas a put longa ativa),
    • S ≥ 32 → Δ = 0 (nenhuma perna com slope).
  • O equivalente cardinal −P28 (venda de 1 put K=28) dá Δ = +1 para S < 28, mas 0 para S ≥ 28 — portanto novamente não coincide ponto a ponto com o Δ agregado da estrutura em todas as faixas; coincide apenas onde os eventos binários se alinham (S muito baixo).

Por que esses payoffs/Δ acontecem (explicação conceitual e geométrica)

  1. Cada opção modifica a inclinação (slope) do payoff a partir do seu strike.
    • Uma call longa adiciona +1 de slope quando você ultrapassa seu strike;
    • Uma call vendida adiciona −1 de slope (por unidade vendida) quando passa do seu strike.
    • Análogo para puts, mas com slope negativo ao cruzar um strike (put longa dá slope −1 para S abaixo do strike).
  2. Combinações proporcionais criam zonas com slopes diferentes.
    • No primeiro exemplo, ao cruzar 24 a curva ganha slope +1; ao cruzar 26 o slope diminui em 2 (por causa das 2 calls vendidas) passando a −1. O comportamento do slope (Δ) é, portanto, peça-a-peça e resulta em uma mudança de inclinação em cada strike.
  3. A “equivalência cardinal” reduz essa série de mudanças de inclinação a um único evento binário — vender 1 opção num strike mais distante — que, em termos binários (evento de exercício), captura a região onde a posição combinada tem exposição negativa agregada.
    • Entretanto, essa redução é uma abstração: ela mapeia a operação complexa para um contrato binário que representa o mesmo evento agregado de perda (ou a mesma “cardinalidade” de exercício) — mas não reproduz necessariamente a Δ local em cada faixa de preço.
    • Em termos práticos, a equivalência cardinal é muito útil para decisões de assunção de risco (assumption): um operador pode tratar a combinação +C(K1) −2C(K2) como se fosse, para fins de decisão, uma venda de C(K3) com K3=2K2−K1 — quando se avalia a probabilidade de “ser exercido” como evento binário.
  4. Dualidade:
    • As duas estruturas são duais/opostas: a primeira tem Δ negativo em faixas altas (risco de alta), a segunda tem Δ positivo em faixas baixas (risco de baixa).
    • Essa dualidade é precisamente o que permite montar hedges DUAL (Call + Put boosters) que, quando combinados, podem neutralizar Δ em larga faixa e concentrar o risco em eventos binários simétricos em torno de um strike central (aqui 28).

Conclusão prática & recomendações

  • As tabelas mostram claramente como cada perna “liga/desliga” a inclinação do payoff em faixas de preço.
  • A equivalência cardinal (−C28 / −P28) é uma ferramenta conceitual poderosa para pensar em assunção: você pode tratar a combinação de pernas como uma aceitação binária de exercício a um strike mais distante quando age em termos de gestão de risco/rolagem.
  • Atenção às bordas: comportamento exato em S = strike depende de convenções e de considerações sobre exercício antecipado (dividendos) — sempre trate strikes como faixas abertas/fechadas de forma consistente na sua modelagem.
  • Quando usar na prática:
    • use as tabelas de Δ para entender onde a exposição direcional aparece,
    • use a equivalência cardinal para decidir políticas de assunção/rolagem (ex.: se você está confortável em “aceitar” −C28 em vez de manter a estrutura 1:−2:1), e
    • combine ambas para desenhar a política de roll-up / roll-down e os gatilhos de hedge.